Norma de tagueamento e boas práticas!
Norma de Tagueamento e Boas Práticas
Como padronizar a identificação de ativos e elevar a eficiência operacional
A norma de tagueamento é um dos pilares fundamentais para uma gestão eficiente de ativos, manutenção e operação industrial. Muito além de simples códigos alfanuméricos, o tagueamento padronizado garante organização, rastreabilidade, confiabilidade das informações e integração entre pessoas, processos e sistemas.
Empresas que negligenciam esse padrão convivem com falhas recorrentes: ordens de serviço confusas, erros de manutenção, dados inconsistentes em sistemas e dificuldade na análise de indicadores. Por outro lado, organizações que adotam boas práticas de tagueamento constroem uma base sólida para excelência operacional e tomada de decisão orientada por dados.
Neste artigo, você entenderá o que é a norma de tagueamento, quando aplicá-la e quais são as melhores práticas para implementá-la de forma eficiente.
O que é tagueamento?
Tagueamento é o processo de identificação padronizada de ativos, equipamentos, instrumentos e componentes, por meio de códigos estruturados que seguem regras previamente definidas.
Esses códigos permitem que qualquer profissional — técnico, engenheiro, gestor ou auditor — compreenda rapidamente o que é o ativo, onde ele está, qual sua função e como ele se relaciona com outros equipamentos.
Um bom tag não gera dúvidas. Ele comunica informação de forma direta e universal dentro da organização.
Por que a padronização é indispensável?
A padronização de tags não é apenas uma boa prática — é um requisito para operações modernas e escaláveis. Seus principais benefícios incluem redução de erros operacionais e de manutenção, agilidade na abertura e execução de ordens de serviço, comunicação clara entre áreas técnicas e administrativas, facilidade na integração com sistemas CMMS/EAM, rastreabilidade histórica de falhas, intervenções e custos, além de conformidade com auditorias e normas técnicas.
Sem padrão, cada área cria sua própria linguagem. Com padrão, a empresa fala uma única língua.
Referência técnica: normas e conceitos consolidados
No contexto de instrumentação e automação industrial, uma das referências mais conhecidas é a norma ISA 5.1, desenvolvida pela International Society of Automation.
Essa norma estabelece diretrizes para identificação funcional de instrumentos e sistemas, servindo como base para diversos projetos industriais ao redor do mundo.
Mesmo quando não aplicada integralmente, seus conceitos inspiram boas práticas que podem — e devem — ser adaptadas à realidade de cada empresa.
Quando e onde aplicar a norma de tagueamento?
A norma de tagueamento deve ser aplicada sempre que houver necessidade de controle, manutenção ou gestão de ativos, especialmente em máquinas e equipamentos de produção, equipamentos auxiliares como bombas, compressores e ventiladores, sistemas elétricos e de instrumentação, infraestrutura predial e utilidades, além de ativos críticos para operação e segurança.
Quanto maior a planta, mais essencial se torna a padronização.
Boas práticas de tagueamento (framework recomendado)
A seguir, um conjunto de princípios que servem como base para um sistema de tagueamento robusto e escalável.
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Consistência absoluta
Defina regras claras e mantenha o padrão em todos os ativos. Um mesmo tipo de equipamento não pode ser identificado de formas diferentes em áreas distintas. -
Legibilidade para pessoas e sistemas
O código deve ser compreensível para humanos e, ao mesmo tempo, estruturado para sistemas digitais, evitando caracteres ambíguos ou excessivamente longos. -
Estrutura lógica e hierárquica
O tag deve refletir a hierarquia do ativo, considerando área ou setor, tipo de equipamento, função e sequência numérica. -
Documentação centralizada
Crie um manual de norma de tagueamento que seja a referência oficial da empresa. Toda nova identificação deve seguir esse documento. -
Governança e controle de mudanças
Padrões evoluem. Toda alteração deve ser registrada, versionada e comunicada, garantindo histórico e rastreabilidade. -
Alinhamento com a estratégia da empresa
O padrão deve apoiar a gestão, considerando criticidade, indicadores, custos, confiabilidade e decisões estratégicas.
Exemplos práticos de tagueamento
Exemplo 01
Código: EXT-01
Ativo: Extrusora
Sequência: 01
Descrição: Identificação simples por tipo e sequência.
Exemplo 02
Código: IMP-02-BV-01
Ativo Principal: Impressora 02
Subativo: Bomba de Vácuo 01
Descrição: Representa a hierarquia físico-funcional do equipamento.
Exemplo 03
Código: CF-PNL-03
Local: Casa de Força
Ativo: Painel
Sequência: 03
Descrição: Indica local físico e tipo de ativo.
Esses exemplos demonstram como um código bem estruturado elimina ambiguidades e facilita a operação diária.
Integração com sistemas de gestão
Um sistema de tagueamento bem definido é essencial para o pleno funcionamento de soluções de gestão de ativos e manutenção, como CMMS e EAM.
Com tags padronizadas, torna-se possível gerar relatórios confiáveis, analisar indicadores de falha e desempenho, automatizar planos de manutenção e garantir consistência no banco de dados.
Sem isso, o sistema perde valor estratégico e se torna apenas um repositório de informações desconectadas.
Checklist para implementação da norma de tagueamento
Antes de finalizar a implantação, valide se sua empresa possui norma de tagueamento documentada e aprovada, estrutura de códigos padronizada, critérios claros para novos ativos, governança definida para alterações, sistema CMMS configurado conforme o padrão e equipes treinadas e alinhadas.
Conclusão
A norma de tagueamento é um investimento estrutural. Ela não gera valor isoladamente, mas potencializa todos os processos que dependem de informação confiável.
Empresas que tratam o tagueamento com seriedade constroem operações mais organizadas, seguras e inteligentes, prontas para escalar e evoluir.
Se você deseja implementar ou revisar sua norma de tagueamento, comece pelo básico: padrão, clareza e disciplina.
Quer dar o próximo passo?
Estruture sua norma de tagueamento de forma prática e integrada à gestão de ativos com o apoio do SISMETRO, garantindo consistência, rastreabilidade e eficiência desde o cadastro até a operação.
